Nunca me esqueças

         O amor é complexo. Não me refiro ao amor "romântico" de casais, mas de um amor mais puro, aquele que sentimos por nossos avós. Bom, eu não tenho mais vovôs e vovós em vida, mas os carrego sempre comigo em meu coração. Por isso comprei esta HQ maravilhosa, publicada pela editora Moby Dick. Minhas impressões encontram-se logo abaixo.


"Marie-Louise, beije
 o mar por mim."
    É difícil encontrar palavras suficientemente boas para expressar o que foi a experiência de ler "Nunca me esqueças", da quadrinista belga Alix Garin. 
  A estória (baseada nas próprias vivências da autora)gira em torno de Clémence e sua avó, Marie-Louise, que sofre de Alzheimer.
   Clémence é uma jovem atriz que, ao descobrir que sua avó terá que tomar remédios para não fugir mais do lar de idosos, decide sequestrar Marie-Louise, para levá-la à suposta casa onde a senhora vivera com os pais na infância. 
  
    Começa então a road-trip de ambas. Infelizmente não posso contar mais, pois qualquer outra informação seria um baita spoiler. Porém posso dizer aqui, sem qualquer tipo de dúvida, que esta obra é incrível: desde os traços (que são belíssimos) até o roteiro. Tudo orna perfeitamente, e o trabalho de revisão é muito caprichado.
   
Que tal irmos
 beijar o
 mar, vovó?
   As reflexões e comparações com a vida real são inevitáveis ao longo da leitura, principalmente para quem teve experiências reais com pessoas que sofrem de Alzheimer.

    Minhas comparações da vida real levaram-me de volta à 2015, quando minha avó por parte de mãe faleceu. Não entrarei em detalhes de nada, mas foi emocionante relembrar de algumas situações. E pensar: e se eu tivesse feito o mesmo que Clámence? 

Enfim, comparações a parte, fica aqui minha nota para essa HQ: 5/5 
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